quinta-feira, dezembro 17, 2009
Aos alunos de Metodologias (D e PL) e Animação
terça-feira, dezembro 15, 2009
Aula de MIC (pós-laboral)
quarta-feira, novembro 25, 2009
Aos alunos de Metodologias IC (diurno e pós-laboral)
Uma introdução à Investigação-acção
De Kurt Lewin a alguns elementos actuais
O modelo de Kurt Lewin
1. Há uma ligação estreita entre a planificação, a investigação e a acção, numa dinâmica interactiva
2. A investigação não se concebe sem a acção consequente.
3. O grupo é uma entidade fundamental (não o indivíduo).
4. Dá-se valor à participação e, nesse sentido, a IA pode representar uma contribuição para a democracia.
5. Há um compromisso sério com a melhoria social, finalidade última da IA.
6. Não obstante, o modelo de Lewin carrega consigo alguns elementos do positivismo dominante. Lewin parte de um modelo empírico-analítico tradicional, tentando combinar métodos clássicos de investigação com um objectivo particular de mudança social.
Alguns elementos comuns à IA hoje
1. A IA tem três grandes dimensões: investigação; acção; e formação.
2. A investigação concebe-se como uma alternativa ao positivismo.
3. Tem-se como grande finalidade a transformação da prática.
4. As relações entre investigador / investigado não são verticais (os académicos investigam com os práticos).
5. É um processo participativo, colectivo, democrático.
6. A formação é um processo de aprendizagem social envolvendo todos os participantes, num quadro amplo de transformação social, cultural e política.
7. A nível metodológico, revê-se o modelo de Lewin.
Fases da IA (Kuhne & Quigley, 1997)
Fase de Planificação:
1.Definir problema
2. Definir projecto
3. Medir
Fase da Acção:
4. Implementar e observar
Fase de Reflexão:
5. Avaliar
6. Parar se o problema está resolvido. Se não, ir para segundo ciclo
Segundo Ciclo: Planificação, Acção, Reflexão
Possível Terceiro Ciclo
Fonte: Kuhne, G. W. & Quigley, B. A. (1997). Understanding and Using Action Research in Practice Settings. In B. Allan Quigley & Gary W. Kuhne (eds.), Creating Practical Knowledge Trough Action Research: Posing Problems, Solving Problems, and Improving Daily Practice (pp. 23-40). San Francisco: Jossey-Bass Publishers.
segunda-feira, novembro 02, 2009
Trabalhos em sala - MIC (pós-laboral)
Metodologias de Intervenção Comunitária
Nome: Florbela Mendes Dias
Curso: 2º Ano Educação Social (Pós-Laboral)
Aluna nº 38116
Duarte, L. & Fernandes, A. ( 1991). Teatro na Serra Algarvia. Faro: Projecto Radial/ Associação In Loco.
Palavras-Chave: Projecto, Animação, Desenvolvimento Local, Cachopo, Cultura, Teatro.
Resumo:
Cachopo caracteriza-se por uma pequena aldeia serrana de tradições rurais, onde o verde das florestas de eucaliptos, sobreiros e pinheiros foi outrora de grande predominância. O abate de árvores, o sobre pastoreio e práticas negligentes levaram esta pitoresca aldeia a uma desertificação gradual.
Surgiu assim, o Projecto Teatro na Serra Algarvia como forma de combate à desertificação, apostando na educação, formação e animação da população, nunca descurando o território e a “identidade cultural” desta população.
A concretização do mesmo só foi possível graças à Rede de Apoio ao Desenvolvimento Integrado do Algarve (RADIAL), à Fundação Bernard Van Leer, à Escola Superior de Educação (ESE) e à Associação IN LOCO, entidades que visam a melhoria económica e social das populações no local, onde os habitantes são os actores principais, onde a mudança e a renovação são objectivos a alcançar.
O teatro foi o tema (processo) escolhido como forma de intervenção para um desenvolvimento local, Luís Duarte, um dos autores do presente relatório descritivo, afirma que
“ Fazer teatro, como tudo na vida, é algo que deve ser entendido como um processo que se inicia, que gera outros processos e que depois, independentemente dos objectivos dos seus precursores, das duas uma: ou se dissolve noutros processos perdendo a sua especificidade inicial, ou se dissemina como processo específico de comunicação. (p. 2)
Teatro foi uma das vertentes culturais muito bem pensada, a meu ver, uma vez que apresentou-se como numa actividade dinamizadora bastante atractiva e produtiva para o local e para os seus actores.
O resultado destas acções permitem a obtenção de pequenos sucessos, que por sua vez lhes permitirão acreditar em si próprios, tornando-os confiantes e elevando-lhes a auto-estima contribuindo assim, para a economia local sócio culturalmente.
Como tal, Cachopo mostrou grande abertura à concretização de um espectáculo teatral (mesmo após algumas tentativas anteriormente falhadas por falta de informação, formação técnica e artística), foi visível a aderência da população local pelo número de inscrições que excederam as expectativas.
Este relatório apresenta-nos meticulosamente toda uma caminhada até ao concretizável, toda a metodologia utilizada, a ideia, o percurso (reconhecimento no terreno, estudo, pesquisa, constituição de um grupo, contactos com a comunidade, etc.), relata-nos ainda toda a metodologia aplicada à montagem do espectáculo, Trabalho de mesa, Trabalho de Palco, de bastidores, de cenografia, encenação, etc.), assim como nos apresenta todo o texto final da peça apresentada “O Noivo”.
A mobilização dos recursos humanos sobretudo na cultura local ou seja, num sistema local, permite o enriquecimento social através de competências a todos os níveis, tal como permite ao crescimento económico de toda essa região.
Na minha opinião, este Projecto apresentou-se muito bem formulado, pois para além tudo, o respeito pelos valores desta comunidade estiveram sempre presentes, nunca perderam a sua base cultural, a realidade social e colectiva característica do campo de trabalho.
Também permitiu o envolvimento e desenvolvimento de toda a comunidade, através de uma acção onde todos puderam ter uma participação activa e não passiva no processo.
Segundo Paulo Freire (1) todas as comunidades têm as suas especificidades, desta forma todos os projectos de Desenvolvimento Comunitário devem ser adaptados e construídos considerando estas mesmas especificidades.
Gostei bastante de ler este livro e recomendo-o.
(1) Carmo, H. (1999). Desenvolvimento Comunitário. Lisboa: Universidade Aberta.
**Trabalho de diagnóstico de projecto
Problema apresentado:
2. Educação Intercultural
O agrupamento vertical de Escolas de Albufeira pretende desenvolver um projecto intercultural na Escola EB 1 dos Caliços, na qual estão presentes cerca de 25 nacionalidades e experimentar um projecto-piloto com uma turma do 3º. Ano.
Para o efeito convidou o grupo a apresentar um projecto de intervenção social adequado à proposta. O grupo deve redigir um projecto-síntese contendo todas as componentes previstas na construção de projectos sociais.
Diagnóstico:
Foram elaboradas entrevistas, inquéritos de perguntas abertas e fechadas aos alunos da Escola EB 1 dos Caliços, com o principal objectivo de conhecer as suas nacionalidades, as suas dificuldades na língua Portuguesa e de conhecer a dinâmica entre os alunos.
Após a conclusão dos inquéritos, averiguou-se que 80% dos alunos são de nacionalidade estrangeira e que 85% dos alunos gostavam de poder interagir com os seus colegas de diferentes nacionalidades.
A turma do 3º. ano apresenta 25 alunos sendo 10 deles de nacionalidade Portuguesa, 5 cabo-verdianos, 3 Romenos, 5 Brasileiros e 2 de nacionalidade Inglesa, todos com idades compreendidas entre os 8 aos 10 anos.
Projecto:
Um dos obstáculos que dificulta a interacção dos alunos é a barreira da comunicação, para tal o projecto” Conhecer de perto os meus amigos” apresenta diversas dinâmicas, envolvendo alunos e pais.
Para que todos dominem a língua Portuguesa e atendendo que o 3º. ano tem o seu horário preenchido apenas durante a manhã, às terças e quintas-feiras durante a tarde os alunos irão ter aulas extra de português.
À segunda e sexta-feira pretende-se que os alunos aproveitem o seu tempo livre com jogos tradicionais, danças folclóricas, cantares e teatro.
À quarta-feira irá ser realizado um almoço convívio envolvendo alunos e suas famílias. Este almoço tem como principal objectivo dar a conhecer um pouco mais da cultura dos seus colegas. Os pais dos alunos facultam uma receita de culinária característica da sua terra natal à escola, e esta encarregar-se-á de elaborar a receita com a ajuda dos pais. Pretende-se com esta iniciativa viver de perto e saborear uma cultura diferente.
No final do ano lectivo 2009/10 será apresentado à escola um teatro onde os alunos dão a conhecer um pouco mais da sua cultura, envolvendo danças e cantares.
Este projecto visa combater a barreira da comunicação, facilitar a integração de todos os alunos e dar a possibilidade de todos desfrutarem da interculturalidade que vive mesmo ao seu lado.
Realizado por:
2º ano, Educação Social (pós-laboral)
segunda-feira, outubro 26, 2009
Trabalho de casa
Como realizar um trabalho científico em Educação Social
Introdução: Devemos apresentar ao leitor o que vai encontrar ao longo da leitura do nosso trabalho (pode ser um pequeno resumo, mas também pode levantar outras questões, tais como, conceitos). Devemos destacar os autores referenciados no nosso trabalho e ainda mencionar outros autores que foram, eventualmente, citados na obra em estudo; falar sobre as suas correntes, os modelos, pontos de vista, entre outros. Podemos citar autores.
Desenvolvimento: Neste espaço apresentam-se os temas em destaque, ou seja, características, conceitos, marcos teóricos (autores) e outras perspectivas cruzadas.
Conclusão: É aqui que, quem realiza o trabalho, pode e deve apresentar a sua opinião. Debater os diferentes pontos de vista e perspectivas dos autores citados ao longo do trabalho.
Nota: Um trabalho deve ser começado pelo desenvolvimento, seguido da conclusão e por último, a introdução.
O trabalho deve estar equilibrado, isto é, se for um trabalho de 1000 palavras, devemos saber distribui-las, por exemplo: 250 para a introdução e a conclusão e 500 para o desenvolvimento.
Normas técnicas do curso de Educação Social
Devemos referir os autores das ideias e das citações.
Citações:
Ex: Segundo Giddens (“ou«) “a escola de Chicago…” (2000, p. 27)
Ou: Segundo Giddens (2000) “a escola de Chicago…” (p. 27)
Citação com mais de 40 palavras:
Ex: Em relação à Escola de Chicago, Giddens (2000) escreve
A Escola de Chicago acreditava que a implantação dos principais sítios urbanos e a distribuição de diferentes tipos de bairro nos mesmos podiam ser entendidos segundo princípios semelhantes. As cidades não crescem ao acaso, mas de acordo com as características do meio ambiente. As grandes áreas urbanas das cidades modernas, por exemplo, tendem a desenvolver-se ao longo dos leitos dos rios, em planícies férteis ou na intersecção de rotas comerciais ou de vias ferroviárias. (p. 575)
Nota: Devemos destacar a citação, usando um espaçamento entre linhas mais pequeno ou o tamanho de letra também mais pequeno. Se a citação retirada abranger duas páginas, devemos colocar no final da mesma: (pp. 575-576).
Paráfrase:
Ex: Segundo Giddens… (palavras nossas). (2000)
Ou: Segundo Giddens (2000) … (palavras nossas).
Nota: Só devemos colocar o(s) último(s) nome(s).
Ex: Não devemos fazer: Segundo Rui Canário…
O correcto é: Segundo Canário…
Não usar Itálico, Negrito ou Sublinhado.
Referências:
Ex:
Carmo, H. (2000). Desenvolvimento Comunitário. Lisboa: Universidade Aberta.
Citar um autor que se encontra referenciado numa obra de outros autores:
Ex:
Costa, A.F. (2000). A pesquisa de terreno… . In Augusto Santos Silva & José Madureira Pinto (coords.). Metodologia das Ciências Sociais. Porto: Afrontamento.
Apontamentos da aluna Maria Leonor Paulino, nº 38338
Educação Social - Pós laboral, 2º ano
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domingo, outubro 11, 2009
Aos alunos de Animação e de Metodologias
sexta-feira, junho 20, 2008
Trabalho de Metodologias I
- Guião do inquérito por entrevista
- Protocolo
- 1º Tratamento
- Pré-categorização
- Grelha de categorização
- Categorização das unidades de sentido
- Conclusões (perfil do entrevistado e principais ideias-chave a partir da interpretação dos dados)
[O trabalho deve ser entregue até 27 de Junho, ao docente ou deixado no cacifo respectivo]
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Atenção 4º EIC
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Aviso
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quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Auto-retrato
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sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Notas da Prática I
Junta de Freguesia de Quarteira- 16
Junta de Freguesia de S. Pedro- 14
Unir- 14
Santa Casa da Misericórdia de Loulé- 16
Museu Municipal de Faro- 13
Associação de Estudantes Africanos- 15
Apatris 21- 15
Associação SC da Tôr- 14
Associação BEA Querença- 15
Bairro Cidade Hayward- 16
CMRSul- 16
Espaço Jovem/Silves- 15
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O mapa com as notas parcelares e final será afixado na vitrina do gabinete 88/ESE
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terça-feira, janeiro 15, 2008
4º EIC: avaliação
Conceição Lourenço = 14
Isabel Raposo = 14
Vânia Martins = 13
Ana Lúcia Costa = 14
Ana Margarida Martins = 14
Clara Moreira = 13
Cláudia Ramos = 14
Filipa Belchior = 14
Luciana Furtado = 15
Shennen Aust = 14
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A grelha de avaliação final pode ser consultada na vitrina do Gab. 88.
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sexta-feira, janeiro 11, 2008
4º EIC: Avaliação das comunicações
Resultados da avaliação das comunicações individuais:
Conceição Lourenço = 14
Isabel Raposo = 14
Vânia Martins = 12
Ana Lúcia Costa = 13
Ana Margarida Martins = 12
Clara Moreira = 15
Cláudia Ramos = 14
Filipa Belchior = 14
Luciana Furtado = 15
Shennen Aust = 13
Critérios de avaliação: domínio do quadro conceptual; capacidade de interpretação crítica; competência de comunicação.
sexta-feira, janeiro 04, 2008
4º EIC -Avaliação dos trabalhos de grupo
da disciplina de Problemáticas Actuais I:
Família e toxicodependência: Ana Martins, Conceição Lourenço e Isabel Raposo = 14
Leitura e literacia: Cláudia Ramos, Filipa Belchior, Luciana Furtado, Ana Costa e Shennen Aust = 15
Desenvolvimento humano: Clara Moreira e Vânia Martins = 12
Critérios de avaliação: domínio conceptual; qualidade da expressão e comunicação da problemática; competências de dinâmica de animação.
quinta-feira, novembro 29, 2007
4º EIC: Calendário das comunicações
As Comunidades Rurais - Filipa Belchior
Marés de Memórias - Shennen Aust
Histórias de Vida: uma Metodologia - Vânia Martins
Cidadania e Idosos - Ana Margarida Martins
Migrações na Europa - Conceição Lourenço
Dia 7 de Janeiro:
A Importância Educativa da Dança - Clara Moreira
Entre Quatro Paredes: Violência Doméstica - Cláudia Ramos
Os Sem-Abrigo: uma Situação de Exclusão Social - Ana Lúcia Costa
Centros Novas Oportunidades: as Quatro Questões Básicas - Luciana Furtado
Tratamento e Mudanças no Toxicodependente - Isabel Raposo
quarta-feira, novembro 21, 2007
Problemáticas I - Resumos das comunicações
Título
Texto com um máximo de 120 palavras
5 palavras-chave
5 autores de referência, com datas
Exemplo:
“A poesia dos simples”: arte popular e nação no Estado Novo
Vera Marques Alves
Nos anos 30 e 40 do século XX, o Secretariado da Propaganda Nacional – órgão máximo da propaganda do regime de Salazar – desenvolveu um largo conjunto de iniciativas folcloristas que marcaram a memória crítica do Estado Novo. Este artigo sonda os limites de uma interpretação que reduz tal política a um instrumento de domesticação do povo, mostrando que é nos mecanismos de afirmação da nação, dentro e fora das fronteiras portuguesas, que podemos encontrar a explicação mais pertinente para a campanha etnográfica então empreendida. E é em função de tal proposta que abordaremos ainda os processos de manipulação e selecção dos materiais da cultura popular aí implicados, mostrando como, através dos mesmos, o SPN / SNI veiculou um retrato do país baseado na imagem do povo português enquanto camponês-esteta.
Palavras-chave: Estado Novo, SPN/SNI, António Ferro, arte popular, nação, camponês-esteta.
Enviar para o Email ou entregar na 2ª, dia 26.
quinta-feira, novembro 15, 2007
quarta-feira, novembro 14, 2007
Visita de estudo do 4º EIC a Alcoutim
quinta-feira, novembro 08, 2007
Visita de estudo do 4º EIC a Alcoutim
No âmbito da disciplina de Problemáticas Actuais I, do 4º ano de EIC (com a participação de vários alunos do 3º de Educação Social), a turma realiza uma visita de estudo à vila de Alcoutim, na 2ª feira, dia 12, com o objectivo de conhecer os equipamentos sócio-educativos e os projectos de desenvolvimento do concelho e da sua sede. A visita é guiada por técnicos da Associação para o Desenvolvimento do Nordeste Algarvio, ALCANCE, e apoiada localmente pela Câmara Municipal de Alcoutim, a quem agradecemos.11.45/12.30h-Visita guiada ao núcleo museológico do castelo;
12.30/13h-Passagem pela praia fluvial;
13/13.30h-Almoço na Escola Básica Integrada;
14/14.30h-Visita à Escola BI;
15/16h- Visita ao Centro de Dia;
16/17h- Visita à Alcance e ao Centro de Apoio ao Desenvolvimento;
17h-Partida para Faro;
18.30h-Chegada à ESE.
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Para conhecer os nossos parceiros, clicar nas palavras sublinhadas.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Visita de estudo à ACASO-Olhão

No dia 29 de Outubro de 2007, os alunos do 4º ano de Educação e Intervenção Comunitária tiveram a oportunidade de conhecer dois equipamentos da Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão (ACASO): o Centro Comunitário “Acampamento Azul” e o Centro Social da Quinta do Brejo.
O Centro Comunitário “Acampamento Azul” situa-se em Pechão, surgiu em 1996 para dar resposta à problemática da invasão da propriedade privada por parte da comunidade cigana. Assim a Dr.ª Célia e sua equipa no âmbito do Plano Nacional de Combate à Pobreza elaboraram um projecto tendo como principais objectivos o realojamento e o apoio social à comunidade cigana. Em termos de realojamento, a Câmara Municipal de Olhão disponibilizou o terreno e os materiais necessários para a construção das suas próprias casas. Quanto à água e à electricidade são fornecidos à comunidade pelo Centro Comunitário.
A nível de apoio social o Centro Comunitário tem capacidade para 70 utentes, estando actualmente com 90 inscrições que usufruem de serviços tais como: jardim-de-infância, acompanhamento escolar (1º e 2º ciclo), aulas de dança, curso de alfabetização de adultos, entre outras formações que na sua maioria são realizadas por voluntários. Nesta perspectiva reflecte-se uma preocupação em combater o absentismo escolar no 1º ciclo que segundo a Dr.ª Célia tem tido êxito, focando agora a sua atenção para o 2º ciclo.
Para concluir resta-nos referir que este Centro Comunitário está aberto à restante comunidade do concelho de Olhão, estando actualmente a usufruir do jardim-de-infância crianças de diferentes etnias e nacionalidades.
Achamos bastante interessante este projecto, uma vez que é pioneiro no país e tem desenvolvido um trabalho eficaz na integração desta comunidade cigana.
O Centro Social da Quinta do Brejo situa-se em Quelfes e foi inaugurado em 2002. Este Centro Social tem as valências de lar-residência, lar de idosos e Centro de Actividades Ocupacionais (C.A.O.).
Neste recinto tivemos a oportunidade de conhecer várias salas onde os utentes ocupam os seus tempos livres, desde a sala de estimulação sensorial através de jogos e da terapia “snooze”, até às salas de trabalhos manuais e artes plásticas. Nestas, ficámos fascinados pelos trabalhos realizados por alguns dos utentes que apesar das suas limitações físicas e ou psicológicas conseguiram ser estimulados a produzir peças de artesanato extraordinárias.
Podemos constatar que as infra-estruturas foram concebidas de maneira a valorizar o contacto com os espaços verdes e a luminosidade natural, o que é traduzido pelas enormes janelas, presentes ao longo do nosso trajecto, com vista para um enorme jardim que se localiza no interior do edifício.
O Centro dispõe ainda de: cabeleireiro, lavandaria, ginásio e uma piscina interior (com água aquecida), onde os utentes podem ter acesso a terapias alternativas.
Resta ainda referir que, no final, quando visitávamos o refeitório fomos surpreendidos com um magnífico lanche, oferecido pela direcção. Acabando a visita com a proposta por parte da direcção de voltar a receber, num futuro próximo, os alunos de Educação Social para realizarem as suas práticas.
Nota: A ACASO é a segunda instituição do concelho de Olhão, a seguir à Câmara Municipal, que emprega mais pessoas.
Faro, Outubro de 2007.
Bruno Pires e Isa Brito